quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Infinito (Parte 2 de 3)


[...]
E o que passou é inevitável .Não volta.
A última história fala do que passou
Fala do que não vai voltar.
Fala do que eu fiz com o mundo.
Da lata de lixo em que eu transformei meu berço.
Era uma vez um dia.
Um dia na época em que nem os dias existiam.
Um dia no tempo onde não havia tempo.
O dia em que tudo começou.
O dia em quem o ciclo se iniciou .
No início era só uma bola de fogo.
Sem vida,
Nem possibilidade.
 E então as coisas foram esfriando.
Esfriando...
Esfriando.
Foi então que percebeu-se água
E terra .
Separados .
E juntos.
Foi aí na água
Que ainda fervia.
Foi aí
Que sob raios e trovões.
O que um dia seria chamado de vida.
Começou a surgir.
Começou tímida.
Começou a competição.
Desde aí .
Sobrevivia o que melhor se adaptasse.
Sem consciência .
Só reproduzindo.
A coisa esfriou mais.
A vida foi pra terra.
Foi rastejando.
Rumo ao desconhecido.
Começou a crescer e tomar conta.
Grandes.
Pequenos.
Animais.
Vegetais.
Espalhados pela terra seca.
Tomando conta de tudo.
Mas estava tudo certo.
Como deveria ser.
Todos obedeciam a lei primordial.
Sobrevive o melhor adaptado.
Rumo ao desconhecido.
Novamente a história começa a caminhar rumo ao desconhecido.
Eras se passaram .
O equilíbrio se estabeleceu.
Tudo nascia crescia.
Se reproduzia envelhecia.
E então morria.
Como deveria ser.
Predadores e presas.
Um mesmo destino.
Sujeitar-se  a natureza.
A única opção.
Soa estranho .
Muito estranho.
Gritante!De tão estranho...
A rotina começou a mudar.
 E eis que chega o dia.
O dia que provou , que o nascimento...
[...]

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