quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Infinito (Parte 3 de 3)


[...]
É o inicio de uma morte.
Vivia-se numa  tranqüila realidade .
Onde sobrevivia o melhor adaptado.
Até que um dia.
Um belo dia.
A humanidade começou a caminhar.
Sem marcas.
Aproveitando apenas o que havia de ser aproveitado.
Vivendo como os outros.
Sobrevivendo como animal que foi.
Se adaptando ao meio.
Mudando de meio.
Um animal como deveria ter sido sempre.
As coisas começaram a mudar.
Só que  jeito diferente.
Muito mais rápido.
Muito rápido pra ser bom.
Foi então...
Que ao invés de se adaptar ao meio...
O homem começou  a adaptar o meio a si.
E foi tão divertido.
As máquinas.
Andando .
A fumaça .
Subindo.
As máquinas.
Andando.
A fumaça.
Subindo.
As máquinas.
Andando.
A fumaça.
Subindo.
Mas começou a perder a graça.
Foi ficando sem graça.
Sem graça nenhuma.
Foi ficando tudo um tédio.
Até que mudou de novo.
E mudou novamente.
E outra vez .
E mais uma vez .
E outra vez.
Os problemas começaram a acabar
E o tédio veio outra vez.
Por isso foram criados problemas.
As overdoses.
E drogas anti-overdose
Novas doenças surgiram.
E então novas curas surgiram.
E a distancias começaram a atrapalhar.
E aí foram encurtadas.
A estupidez aumenta.
Foi aí o grande salto.
E então mais problemas foram criados.
Só pra se ter mais o que resolver.
E resolvendo.
Ter mais o que lucrar.
E lucrando.
Ter mais problemas pra criar.
:E criando.
Mais o que resolver.
Mais o que lucrar.
 Mais o que criar.
Mais o que matar.
Mais o que matar.
Roubar .
E destruir.
O bom, cada vez melhor.
 O ruim, cada vez pior.
E o novo equilíbrio se estabeleceu.
E ao matar a humanidade escravizou e destruiu a natureza.
Ao roubar tirou a naturalidade das coisas do mundo.
Ao destruir acabou com os restos.
O que foi árvore.
Fumaça.
O que foi bicho.
Carniça.
O que foi mundo.
Morreu.
E todo o resto sou eu.
Meu objetivo é contar uma história.
Apenas  uma.
A última história.
Quando eu nasci.
Quando eu nasci.
Quando eu nasci tudo já estava condenado.
Meu objetivo é contar uma história.
Apenas  uma.
A última história.
Quando eu nasci.
Quando eu nasci.
Quando eu nasci tudo já estava condenado...

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